Enfermagem

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domingo, 29 de maio de 2011

Fluidoterapia ou Soroterapia

É a introdução de líquidos através da via parenteral. A velocidade da infusão e o tipo de solução dependem das necessidades hídricas de cada cliente. A solução parenteral pode substituir a ingestão de líquidos.

Objetivos:

  • Reposição de líquidos em hipovolemia
  • Reposição de substancias pelas as quais o organismo esta deficiente
  • Suprimento nutritivo
  • Diluição de medicamentos irritantes 
Indicações:
  • No pré, trans e pós operatório
  • Desidratação
  • Hemorragia
  • Desnutrição, como, controle da PVC ( relação efetiva entre a quantidade desangue que chega e a capacidade do coração de bombear esta carga), parada cardiorespiratória. 
Soluções indicadas: 

Solução Isotônica: A mesma pressão osmótica do sangue não ocorre movimento efetivo de líquidos para o interior ou para o exterior do sistema vascular, a partir do liquido intersticial ou das células. 
  • Soro Glicosado 5% glicose ou dextrose em água. Não contem eletrólitos, cada 1000ml contem 170 kcal. Indicação : manutenção ou reposição de líquidos, também na nutrição parenteral, hipoglicemia e choque.
  • Soro Fisiológico 0.9% cloreto de sódio em água. Não contem outros eletrólitos alem do sódio e do cloreto. Indicações: restabelecer ou manter o equilíbrio de sódio, repor perdas no volume do liquido extracelular, início e termino da administração de sangue.
  • Ringer contem potássio (K), cálcio (Ca), sódio (Na). Indicação: suplemento de ingesta inadequada de líquidos, ou quando as perdas de água pelo organismo são excessivas.
  • Ringer com Lactato apresenta a mesma composição, mais o lactato. Indicação: desidratação e desviar líquidos do sistema vascular para o espaço intersticial, no tratamento da acidose discreta, resultante da diarréia ou nefropatia.
Contra indicação: hiperpotassemia 


Solução Hipertônica: Apresenta pressão osmótica mais elevada que a do sangue: o liquido intersticial é arrastado par ao sangue, usada para repor déficit de líquidos e eletrólitos.
  • Solução de glicose a 10% e a 20% 
  • Solução de glicose a 5% em ringer lactato
  • Manitol que é um diurético. 
Indicações: edema cerebral, insuficiência renal aguda e ascite 
Contra indicado: anúria completa, descompensação cardíaca.

Soluções Hipotômicas: Apresenta pressão osmótica inferior a do sangue, usadas para lançar líquidos no espaço intersticial, a partir do sangue. O soro fisiológico hipotônico (cloreto de sódio a 0,45%), é frequentemente utilizado. Infusões excessivas de soluções de hipotônicas podem levar a um depleção de líquidos intravascular, diminuídas da pressão arterial, edema cerebral e destruição celular. Estas soluções exercem menos pressão osmótica do que a do liquido extravascular.

Outras soluções
  • Plasma humano: substancia protéica, utilizado nas queimaduras e choque hemorrágico
  • Haemacel: substituto coloidal do plasma, utilizado no choque de qualquer etiologia
  • Albumina humana: reposição de albumina, utilizado na nefrose e cirrose hepática
  • Bicarbonato de sódio a 8,4%: utilizado em acidose diabética, acidose por PCR, acidose respiratória. 
Contra indicado na hipernatremia, alcalose metabólica.

Material utilizado na fluidoterapia:
  • Solução
  • Equipo de soro
  • Rótulo com nome, quarto e leito, solução, medicação, nº de gotas/m, nº de frascos, hora, data e assinatura de quem fez.
  • Scalp ou abocath
  • Garrote
  • Esparadrapo
  • Cuba ou saco de papel
  • Algodão com álcool a 70%
  • Algodão seco
  • Toalha ou lençol móvel
  • Suporte de soro. 
Técnica 
  • Preparo do paciente – psicológico, condições de higiene, conforto, necessidades fisiológicas e condições da veia.
  • Preparo do ambiente – providenciar suporte de soro, fonte de luz, local para colocar a bandeja.
  • Preparo do material.
  • Lavar as mãos
  • Preparar a solução e rotulo
  • Colocar o equipo
  • Retirar o ar
  • Preparar o esparadrapo. 
Na instalação
  • Pendurar o frasco no suporte
  • Colocar um coxim ou travesseiro sob o membro
  • Colocar a toalha na cama para proteger
  • Colocar o garrote e pedir para o paciente para abrir e fechar a mão
  • Fazer anti-sepsia do local de baixo para cima
  • Puncionar a veia com scalp ou abocath conforme a condição da veia escolhida
  • Após a punção deve-se fixar o acesso com esparadrapo ou micropore conforme as condições da pele do paciente para que não sai
  • Controlar gotejamento
  • Retirar o soro quando não estiver mais prescrito
  • Anotar anormalidades
  • Observar punção com freqüência verificando possíveis sinais de infecção da punção
  • Realizar a troca do acesso se anormalidades quanto a (soroma, hematoma, obstrução da agulha ou abocath) e realizar a troca dos dispositivos e acesso conforme orientação da CCIH
  • Imobilizar quando necessário
  • Observar sinais de reação pirogênica
  • Observar sinais de choque anafilático
  • Observar sinais de reação hemolítica se instalação de hemoderivados
  • Pacientes conscientes orientar para o auto cuidado
  • Pacientes agitados realizar imobilização e melhor fixação do acesso.

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