sábado, 18 de agosto de 2012

Intubação Endotraqueal

Intubação Endotraqueal

Substitui durante certo tempo as vias respiratórias superiores do paciente por um tubo de borracha.
Vantagens da Intubação:  Isola as vias respiratória, prevenindo a aspiração do conteúdo gástrico. funciona como via de acesso alternativo para a administração de medicamentos.

Tipos de Intubação Endotraqueal
  1. Intubação Oral: VANTAGENS{ É mais frequente a não ser em casos de patologias da boca e maxilares; Ocorre em trajeto mais curto para chegar a traqueia; A cavidade oral é uma abertura maior para a introdução do tubo; A intubação oral é mais rápida, menos traumática e de escolha em caso de urgência. DESVANTAGENS{ Compartilhar a região com uma cânula de Guedel, assim tendo-se que realizar mais aspiração e consequentemente um risco maior de remover o tubo do paciente; É mais penosa para o paciente.
  2. Intubação Nasal: VANTAGENS{ Está indicada em traumatismos cervicais, já que não há necessidade de hiperestender o pescoço; melhor fixação do tubo endotraqueal; facilita a higiene da boca do paciente; Oferece maior conforto ao paciente. DESVANTAGENS{ É mais propenso a tampão mucoso; A intubação é mais traumática; Com o perigo de lesão dos cornetos e hemorragia.
Procedimento: A Intubação Endotraqueal

O que é: Tubo flexível provido de um balão ou não (CUFF), que substitui as vias respiratórios durante certo tempo.
Para que serve:  Insuficiência Respiratória; Para evitar a aspiração pulmonar em pacientes com baixo nível de consciência; Para anestesias ao paciente que vai se submeter a cirurgias.

Material Necessário - Instrumentos, medicações e materiais
  • Fonte de oxigênio, conexão, manômetro - fluxômetro com água destilada pelo nível indicado no recipiente;
  • Máscara de oxigênio corretamente insuflada, tapando o nariz e a boca do paciente para o ventilar antes de proceder à intubação endotraqueal;
  • Ventilador manual tipo Ambu;
  • Laringoscópio com diferentes tamanhos de lâminas;
  • Ponto de Vácuo, conexões, aspirador, sondas de aspiração de diversos calibres;
  • Tubo nasal ou oral de calibre adequado ao paciente;
  • Fio guia para facilitar a introdução do tubo;
  • Pinças de Magyll;
  • Lubrificante hidrossolúvel;
  • Tubo de Guedel;
  • Seringas descartáveis;
  • Luvas estéril e descartáveis;
  • Medicações: Midazolam, tiopental, diazepam - Sedativos. Succinilcolina - Relaxantes de ação rápida. Atropina - Para prevenir a reação vagal da intubação;
  • Ventilador;
  • Carro de urgência, com tábua de massagem cardíaca. (Veja Também: Composição de um Carrinho de Emergência).
Técnica de Intubação - Sequência
  1. Oxigenação com ambu com O2 100% + Monitoração da Frequência Cardíaca (FC);
  2. Tentar introdução por 30seg + Verificação da FC;
  3. Não foi possível ou queda da FC (80 Lactente ou 60 em Criança);
  4. Interromper a intubação + Ventilar com ambu e O2 a 100% antes da nova tentativa.
Proteção Especial
  • Uso de Luvas;
  • Uso de Máscara;
  • Uso de Óculos.
Riscos
  • Relacionado com o procedimento: Fratura dentária, lesões dos cornetos nasais, intubação seletiva.
  • Relacionado com o paciente: Dificuldade na realização do procedimento, e a necessidade de realizar uma traqueostomia de urgência ou uma punção cricotireóidea para conseguir ventilar o paciente.
  • Relacionado a proteção e segurança do profissional de saúde: Contágios por processos infecto-contagiosos, por estar em contato com líquidos corporais, secreções e sangue.
Ventilação
Logo após a intubação deve-se testar a posição do tubo dentro da traqueia. Depois de estar em posição correta, insuflar o CUFF e fixar o tubo com cuidado.

Obs.: NÃO SE USA VENTILAÇÃO MECÂNICA EM MANOBRAS DE REANIMAÇÃO.

Complicações
  • Hipotensão;
  • Instabilidade Hemodinâmica;
  • Arritmias Cardíacas;
  • Parada Cardiorrespiratória por hipoxia.
A intubação traqueal deve ser realizado o mais rápido o possível, por pessoa experiente. Cada tentativa de intubação não deve exceder ao tempo máximo de 30 segundos.

Equilíbrio Hidroeletrolítico

A água é um líquido fundamental para o ser humano. O Equilíbrio Hidroeletrolítico consiste na relação existente entre ganhos e perdas corporais.

Equilíbrio Parcial: Quando se faz o balanço de entradas e perdas em um dado intervalo de tempo. Ex.: 6 horas, 12 horas.
Equilíbrio Total: O balanço total é realizado em um período de 24horas.

Ingestão, Entrada
As vias de entrada são enteral e parenteral. Via enteral: chega ao sistema digestório. Via parenteral: os nutrientes vão diretamente para a corrente sanguínea.

Perdas, Eliminações e Saídas
A eliminação dos produtos derivados do metabolismo é feito através de vários sistemas corporais:
  • Sistema Urinário: Na forma de urina - Sempre observar a quantidade, a coloração e o odor da urina que o paciente elimina. Quando o paciente fazer uso de Sonda Vesical, observar sempre obstáculos que possam interferir na drenagem correta da diurese como obstrução, pinçamentos, sondas clampeadas.
  • Aparelho Digestório: Na forma de aspirado gástrico (sonda gástrica aberta em frasco), êmese ou fezes.; O cálculo por perdas por esses pode realizar-se de forma aproximada. Já no caso de aspirado gástrico, que se recolhe através de sonda gástrica, a quantidade será medida através de frascos.
  • Drenagens Cirúrgicas: São especialmente significativas as perdas de sangue espontâneas, a hemorragia ativa, a drenagem escassa nas primeiras horas após a intervenção que pode denunciar problemas de deiscência de sutura, obstrução de coágulos e por colapso da própria drenagem, assim como as coleções purulentas indicativas de infecção. Drenagens torácicas, Ostomas, Drenos de Penrose, Kehr, Porto-Vac. Também se considera como perdas cirúrgicas o curativo sujo no tratamento de feridas.
Proteção Especial
Utilize luvas, máscara, óculos, vestuário e sempre utilizar recipientes graduados. Os EPI's (Equipamentos de Proteção Individuais) são de extrema importância para a sua proteção.

Pontos Chaves
  • Realizar os controles com exatidão;
  • Fazer referência das vias de administração e de perda;
  • Não esquecer o recolhimento dos resultados;
Complicações
  • Infecção por excessiva manipulação das vias de administração e drenagem;
  • Úlceras iatrogênicas na manutenção inadequada dos meios de cateterismo;
  • Lesões cutâneas ao manter o paciente molhado após retirar fezes e urina.
Informações ao Paciente
Os Enfermeiros devem estar informados a qualquer alterações que ocorram, como balanços muito positivos, ou negativos, ausência de diurese, êmese....

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Composição de um Carrinho de Emergência


      O Carrinho de Emergência, tem por objetivo facilitar o acesso de Médicos Intensivistas e Enfermeiros, aos materiais mais comuns ao atendimento do Cliente/Paciente, gravemente enfermo. 
          Dentre os materiais que compõe o carrinho de Emergência podemos citar:
OBS.: Segue abaixo também os Equipamentos de Proteção Individuais, que são básicos ao atendimento do cliente/paciente:

1.Luvas (estéril e de Procedimento);
2.Óculos;
3. Máscara;
4. Avental;
5. Tubos Endotraqueais (diversos tamanhos – com e sem CUFF);
6.Guia;
7.Laringoscópio;
8.Xylocaína – Anestésico;
9.Cânula de Guedel;
10. Cadarço;
11. Seringas (diversos tamanhos);
12. Ambu (Adulto e Pediátrico);
13. Látex;
14. Sonda de Aspiração Traqueal;
15. Água destilada (10 ml para diluição);
16. Abocath;
17. Polifix 2 vias;
18. Equipo (Macro, Micro e Bomba de Infusão);
19. Extensor de Equipo;
20. Torneirinha 3 vias;
21. Soro (Fisio, Glico e GlicoFisio);
22. Scalp;
23. Esparadrapo;
24. Micropore;
25. Eletrodos;
26. Gel Condutor p/ Exames;
27. Agulhas (diversos tamanhos);
28. Gaze Esterilizada;
29. Algodão;
30. Álcool 70%;
31. Sonda Vesical de Demora;
32. Sonda Vesical de Alívio;
33. Bolsa Coletora;
34. Pacote Cateterismo;
35. Sonda Nasogástrica;
36. Clorhexidina Degermante;
37. Equipo Prevenofix (PVC: Pressão Venosa Central – Usado em TCE);
38. Régua Niveladora;
39. Catéter Nasal;
40. Atropina;
41. Adrenalina;
42. Noradrenalina;
43. Aminofilina;
44. Heparina (Anticoagulante);
45. Dopamina;
46. Dobutamina;
47. Midazolam;
48. Fentanila ;
49. Diazepam;
50. Morfina;
51. Nitroglicerina: Tridil (Vasodilatador);
52. Haloperidol;
53. Propofol;
54. Glicose;
55. Furosemida (Diurético);
56. Aparelho de HGT;
57. Tira Test – HGT;
58. Cloreto de Potássio;
59. Cloreto de Sódio;
60. Bicarbonato de Sódio;
61. Gluconato de Cálcio;
62. Hidrocortisona;
63. Hidantal;
64. Fenergan;
65. Gardenal;
66. Quelicin  (Antagonista);
67. Lâmina de Bisturi;
68. Adalat;
69. Isordil;
70. Monocordil;
71. Marca-passo Provisório;
72. Ringer com Lactato;
73. Hemacel (Plasma);
74. Tábua Rígida;
75. Desfibrilador;
76. Monitor;
77. Estetoscópio;
78. Esfigmomanômetro;
79. Fios para Suturas;
80. Catéter Subclávia;
81. Lanterna;
82. Pilhas;

sábado, 3 de março de 2012

Curativos

Existem os seguintes tipos de curativos padronizados
Curativo limpo: curativo limpo e seco deve ser mantido oclusivo por 24 horas;
Curativo com dreno: deve ser realizado separado do da incisão e o primeiro a ser realizado será sempre o do local menos contaminado;
Curativo contaminado: deve ser protegido durante o banho.

Objetivos do curativo

Tratar e prevenir infecções, eliminar fatores desfavoráveis que retardam a cicatrização, diminuir infecções cruzadas, através de técnicas e procedimentos corretos.

Finalidades

  • Remover corpo estranho;
  • Reaproximar bordas separadas;
  • Proteger a ferida contra contaminação e infecções;
  • Promover a hemostasia.

Definições

Curativo: Curativo é um processo, que inclui a limpeza, o desbridamento e a seleção da cobertura ideal para uma ferida. (Bajay, Jorge, Dantas, 2003; Gomes, Borges, 2001)
Cobertura: Cobertura é o produto ou a substância utilizada sobre a ferida visando a manutenção da umidade, sua proteção, oclusão, compressão e tratamento. (Domansky, 2003; Gomes, Borges, 2001)

Coberturas -Vantagens do Meio Úmido:

  • Previne o ressecamento;
  • Evita a formação de crosta;
  • Aumenta a re-epitelização;
  • Aumenta o reparo tecidual;
  • Diminui a inflamação - melhor resultado cosméticos;
  • Promove desbridamento autolítico;
  • Diminui a dor;
  • Barreira bactéria - diminuindo riscos de infecção;
  • Benefícios psicológicos - conforto e aparência;
  • Fácil uso;
  • Custo.
Novas opções em curativos

COLAGENASE
Colagenase clostridiopepdase A e enzimas proteolíticas

  • Age seletivamente desnaturando as fibras do colágeno fixadas na base da ferida, num pH entre 6,8 e 7,5 e pode ser inativado pela ação de detergentes, bezalcônio, iodo, metais pesados (mercúrio, prata, zinco) e halógenos (fluor, cloro);
  • Reavaliar o seu uso após 15 dias;
  • Indicação: tecido necrosado remoção de coágulos;
  • Contra indicação: sensibilidade; infecção; cavidades naturais;
  • Troca: 1 a 2 vezes por dia Nome comercial: Kollagenase®, Iruxol®.


PAPAÍNA

Propriedades: A papaína é uma mistura complexa de enzimas proteolíticas existentes no látex do mamão verde ( carica papaya ) “leite de mamão”.

  • Desbridante Químico: liquefaz seletivamente todo o tecido necrótico¹, atua em pH variados (3 a 12)²;
  • Mantém a atividade por várias horas mesmo com variação de pH e temperatura (20º a 50º)²;
  • Antiinflamatória – ação direta em prostaglandinas¹;
  • Bactericida e bacteriostática – dependendo da composição do microrganismo¹;
  • Bioestimulante - estimula o tecido de granulação, produzindo uma cicatriz com menos propensão à formação de quelóide e com maior força tênsil.
Indicações
  • Feridas que necessitam de desbridamento;
  • Feridas infectadas;
  • Feridas granuladas;
  • Feridas planas ou profundas.
Contra-indicação

  • Sensibilidade;
Precauções

  • Distúrbios de coagulação; ou
  • Terapia com anticoagulantes.

AGE - ácidos graxos essenciais com TCM (triglicérides de cadeia média)


  • Originado de óleos vegetais poliinsaturados, os ácidos graxos essenciais (AGE).
  • Principais: ácido linoleico, ácido caprílico, ácido cáprico, ácido láurico 
Opcionais:
  • Vitamina A e E;
  • Lecitina de soja;
  • Lanolina;
  • Óleo de Andiroba.


AGE - ácidos graxos essenciais

  • Fluidifica membrana celular, facilitando a entrada de fatores de crescimento celular e formação do endotélio;
  • Estimula formação do tecido de granulação;
  • Intensifica a angiogênese;
  • Possui excelente absorção pela pele íntegra.
Indicações:
  • Hidratação e proteção da pele do idoso;
  • Prevenção de úlceras de pressão;
  • Abrasão;
  • Dermatite Amoniacal;
  • Queimaduras de 1º grau;
  • Feridas superficiais e limpas. 
Contra-indicações:
  • Infecção;
  • Tecido necrosado. 
Troca: a cada 24 horas ou S/N. 

Nome Comercial: Dersani®, Agidem®, Activoderm®,
Sommacare® (com Lanolina),Renoderm® (óleo de andiroba).


FILME TRANSPARENTE

  • É um filme transparente de poliuretano, semipermeável, fino, flexível, elástico, com adesivo de acrilato.
  • Mantém a umidade natural, reduzindo a desidratação e estimula a epitelização.
Características
  • Fácil aplicação e remoção;
  • Cobertura Primária ou secundária;
  • Hipoalergênico;
  • Tamanhos variados;
  • Pode ser recortado;
  • Troca: até 7 dias.
Indicação: 
  • Lesões superficiais não exsudativas;
  • Feridas cirúrgicas;
  • Prevenção de UP grau (fricção e umidade);
  • Pequenos abrasões;
  • Fixação de drenos e cateterer;
  • Fixação de curativos primários;
Contra indicação: 
  • Feridas infectadas, exsudativas e necrosadas 
Reações: 
  • Foliculite e hipersensibilidade
Nome comercial: Tegaderm®, Bioclusive®, Opsite®,Askina Derm®, Mefilm®, Hydrofilm®.

HIDROGEL

  • São polímeros hidrofílicos com composição variada de água - 60% a 96%, podendo conter ainda CMC (carboximetilcelulose) e alginato de cálcio;
  • Mantém o leito da ferida úmido ou pela absorção do exsudato ou pela hidratação dos tecidos ressecados;
Características
  • Absorve o exsudato mantendo o leito da ferida úmido;
  • Hidrata o leito da ferida seca;
  • Promove desbridamento autolítico;
  • Apresentação: gel amorfo e placa;
  • Incompatível com iodo;
  • Fácil uso;
  • Oblitera espaço morto;
  • Necessita de curativo secundário;
  • Alivia a dor;
  • Pode macerar o tecido ao redor da ferida;
  • Troca: até 3 dias.
Indicação: 
  • Queimaduras de 1º e 2º graus;
  • Úlceras;
  • Incisão cirúrgica;
  • Reações dérmicas a RXT;
  • Escaras.
Contra indicação:
  • Úlceras pressão graus 3 e 4;
  • Feridas infectadas. 
Nome comercial: Purilon®, Intrasite gel®, Nu-gel®, SAF Gel®, Duoderm gel®, Askina® Gel®, Hidrsorb®, Hypergel®, Normlgel®.

ALGINATO

  • Derivado de uma alga marrom, da espécie “Laminária”, composto por ácido gulurônico e manurônico, com alta resistência fibrosa, contendo também ácido algínico associado a Ca e Na.
  • O curativo em contato com o exsudato da ferida tem uma geleificação gradual o que permite a absorção do excesso de exsudato e a manutenção do leito da ferida úmido
Características:
  • Apresentação: placas ou fitas;
  • Estrutura do curativo: entrelaçamento ou congelamento de fibras;
  • Cobertura primária altamente absorvente;
  • Pode ser recortado;
  • Oblitera espaço morto;
  • Necessita de um curativo secundário
Troca: 
  • Feridas infectadas – troca diária;
  • Feridas limpas - até 3 dias.
Indicação:
  • Feridas agudas e crônicas sangrantes, com exsudato abundante, fístulas. 
Contra indicação: 
  • Feridas secas ou com presença de escara seca 
Nome comercial: Comfeel SeaSorb®, Kaltostat®,Tegagen®, Restore CalciCare®, Sorbsan®, Askina®Sorb, Megisorb®, Sorbalgon®.

ANTIBIÓTICOS TÓPICOS
  • Não é absorvido pela ferida;
  • Possui alto risco de sensibilização;
  • Risco de desenvolvimento de microrganismos resistentes;
  • Uso contínuo em feridas crônicas promove a formação de uma capa fibrinosa, criando um ambiente favorável à proliferação microbiana. 

SULFADIAZINA DE PRATA
  • Creme hidrofílico com sulfadiazina de prata 1%, podendo ter associado ou não o nitrato de cério. Age diretamente na membrana celular bacteriana, possuindo ação bactericida imediata e bacteriostática residual, sendo eficaz contra gram positivos negativos, tendo também ação fungicida. (Dealey, 2000; Demling,DeSanti, 1999 Sibbald, et al., 2001; Bryant, 2000; Dealey, 2000)
Indicações:
  • Queimaduras;
  • Úlceras (venosas, diabéticas, pressão);
  • Feridas cirúrgicas infectadas. 
Contra-indicações:
  • Hipersensibilidade ao produto
Vantagens: 
  • Mantém o meio úmido, controla a proliferação bacteriana, fácil ação e remoção 
Desvantagens: 
  • Pode macerar pele adjacente, ATB sistêmica;
Troca:1 ou 2 vezes por dia 

Nome comercial: Sulfadiazina de Prata®, Dermazine®, Dermacerium®


ESPUMA DE PRATA
  • Altamente absortivo;
  • Estimula desbridamento autolítico.
Indicação: 
  • Feridas de moderado a alto exsudato, colonizadas e infectadas. 
Contra indicação: feridas com baixo exsudato 

Troca: até 7 dias;

Nome comercial: Comtreet® Espuma com Prata.


HIDROFIBRA E PRATA
  • Curativo constituído por 100% de fibras de CMC - carboximetilcelulose, impregnada com 1,2% de íons prata.
  • Possui ampla ação antimicrobiana.
Vantagens:
  • Diminui o número de trocas (até 14 dias);
  • Baixo custo efetivo 
Desvantagens:
  • Pode aderir ao leito da ferida;
  • Necessita um curativo secundário 
Nome Comercial: Aquacel Ag®;

HIDROFIBRA

Indicação: Feridas altamente exsudativas. 

Contra-indicado: Feridas secas.
Trocas: até 3 dias.

Nome comercial: Aquacel®.


CARVÃO ATIVADO COM PRATA

Indicação:
 Feridas infectadas com grande quantidade de exsudato.
Contra-indicação: Feridas secas, hipersensibilidade.

Nome comercial: Actisorb plus®.


AVALIAÇÃO DAS FERIDAS
  1. Fase do Processo de Cicatrização;
  2. Etiologia;
  3. Localização;
  4. Leito;
  5. Tamanho da Ferida;
  6. Espaços Mortos;
  7. Exsudato;
  8. Infecção;
  9. Bordas;
  10. Pele ao redor;
  11. Odor;
  12. Dor.

RETIRADA DE PONTOS

Consta da retirada de fios, colocados para aproximar as bordas de uma lesão, com intuito de facilitar a cicatrização. O tempo destinado à retirada de pontos está ligado a localização no corpo e à força tênsil da mesma.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Feridas

Conceito: Qualquer interrupção na continuidade da pele representa uma ferida.
O tratamento de uma ferida e assepsia cuidadosa tem como objetivo evitar ou diminuir os riscos de complicações decorrentes, bem como facilitar o processo de cicatrização.


Classificação das feridas

As feridas podem ser classificadas de três formas diferentes: de acordo com a maneira como foram produzidas, de acordo com o grau de contaminação e de acordo com o comprometimento tecidual.

Quanto ao mecanismo de lesão as feridas podem ser descritas como:

  • Incisas ou cirúrgicas;
  • Contusas ou traumáticas;
  • Lacerantes;
  • Perfurantes. 
Quanto ao grau de contaminação, as feridas podem ser:
  • Limpas;
  • Limpas contaminadas;
  • Contaminadas;
  • Sujas e infectadas. 
De acordo com o comprometimento tecidual as feridas são classificadas em quatro estágios:
  • Estágio I- caracteriza-se pelo comprometimento apenas da epiderme.
  • Estágio II- caracteriza-se por abrasão ou úlcera, ocorre perda tecidual e comprometimento da epiderme,derme ou ambas. 
  • Estágio III- caracteriza-se por presença de úlcera profunda, com comprometimento total da pele e necrose de tecido subcutâneo, entretanto a lesão não se estende até a fáscia muscular.
  • Estágio IV- caracteriza-se por extensa destruição de tecido, chegando a ocorrer lesão óssea ou muscular.
Tipos de cicatrização 
  • Primeira intenção (união primária):esse tipo de cicatrização ocorre quando as bordas da ferida são apostas ou aproximadas, havendo perda mínima de tecido, ausência de infecção e edema mínimo.
  • Segunda intenção (granulação): neste tipo ocorre perda excessiva de tecido e presença de infecção. O processo de reparo, é mais complicado e demorado.
  • Terceira Intenção: Ocorre quando há fatores que retardam a cicatrização de uma lesão inicialmente de primeira intenção. Esta situação ocorre quando uma incisão é deixada aberta para drenagem de exsudato a ser posteriormente fechada. Ex: deiscência de ferida cirúrgica.
Fatores que influenciam a cicatrização das feridas
  • Perfusão de tecidos e oxigenação;
  • Localização da ferida;
  • Corpo estranho na ferida;
  • Medicamentos;
  • Nutrição;
  • Hemorragia;
  • Edema e obstrução linfática;
  • Infecção;
  • Idade do paciente;
  • Hiperatividade do paciente.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Entendendo o Calendário Obstétrico







Primeiro passo: Identifica-se na tabela o 1º dia em que desceu a ultima menstruação (Fonte em vermelho);
Segundo passo: Em seguida verifica -se logo abaixo do dia encontrado a data provável do parto (Fonte em preto logo abaixo).


Exemplo: 
Data da Ultima Menstruação (DUM): 25 de Março de 2011
Data Provável do Parto (DPP): 30 de Dezembro de 2011

Calculo da Data Provável do Parto (DPP) e Calculo da idade gestacional em semanas

Calculo da Data Provável do Parto (DPP):

No caso das multíparas, soma-se 07 dias ao dia da data da última menstruação, em primíparas soma-se 10 dias. Com relação ao mês, a partir do mês de abril diminui 03, e até março somamos 09.

Exemplos:

Multípara: DUM: 13 de Janeiro de 2011 
                             13+07=20/ 01+09=10 /2011
                    DPP: 20 de outubro de 2011

Primípara: DUM: 17 de agosto de 2011
                               17+10=27/ 08-03=05/ 2012
                    DPP: 27 de Maio de 2012

Calculo da idade gestacional em semanas:

Diminui-se o dia da última menstruação do dia do mês em que ocorreu a menstruação e soma-se aos dias referentes a cada mês até chegar ao dia da consulta. O resultado obtido divide-se por uma constante de (7).

OBS: Sempre que tiver com um pré-natal em mãos, pegar a data e as semanas vista pela 1ª USG, e continuar a contagem a partir desta data.

Exemplo: 05-10-2008 estava com 5 semanas e 2 dias, então segue-se a contagem a partir daí  até a data atual, o total dividi-se por sete e o resultado encontrado soma-se com os dias já encontrados pelo US.